Ele soltou o ar devagar e apoiou a testa no volante.
Idiota.
Tinha prometido a si mesmo que não voltaria àquele lugar.
Àquela versão dele.
Àquela saudade.
Mas bastou ouvir a voz dela para tudo voltar:
O passado.
O arrependimento.
A sensação de ter perdido algo que talvez nunca devesse ter perdido.
Sentiu culpa.
Por Letícia.
Por Helena.
Por si mesmo.
Ele tinha cruzado um limite.
E, diferente de antes, não havia nada de romântico nisso.
Só um homem revivendo um erro antigo.
O celular vibrou — uma