77. SÂMIA
A festa de Natal foi a mais linda da minha vida. Mas, entre os carinhos recebidos por Haniel, meu coração estava apertado porque eu precisava ir embora no dia seguinte. Deixar Talita e Gael sozinhos me angustiava; toda vez que ela me abraçava, eu sentia que, por mim, nunca sairia daquela família, tamanha foi a acolhida.
Voltamos para casa em um grande silêncio. Nos olhávamos, mas eu não sabia como me expressar. Mesmo sendo madrugada, cumpri minha rotina: coloquei Talita para dormir e dei um ab