O carro seguia suavemente pela estrada. Nem eu nem Bruno parecíamos dispostos a quebrar o silêncio.
Foi apenas quando o semáforo obrigou o carro a parar que algo quebrou a monotonia. Uma garotinha se desvencilhou da mão da mãe e atravessou a rua aos pulos, sozinha. Pela primeira vez, vi uma expressão mais amena no rosto rígido de Bruno, um leve calor suavizando sua feição.
— Sua filha, ela é obediente? — Ele perguntou de repente.
"Sua filha..."
Ele disse "sua filha"...
Minha filha. Ela n