47. Ciúme
Branca
Eu me afastei um passo, tentando recuperar o ar que o abraço dele tinha roubado. Meu peito subia e descia rápido demais, e eu odiava como meu corpo reagia a ele sem pedir licença. Era ridículo. Perigoso. Ele era perigoso. E eu estava emotiva demais, vulnerável demais, pendurada naquele homem como se ele fosse a única coisa sólida no meio do caos.
Respirei fundo, forcei um sorriso leve e mudei de assunto antes que eu dissesse algo idiota, tipo “não me solta nunca mais”.
“Você tá com fome?”