Rangel
Parei o carro na frente da casa dela e desliguei o motor.
Não havia motivo lógico pra isso. Ela morava ali, a noite tinha terminado, eu tinha que ir embora. Mas eu desliguei o motor mesmo assim e fiquei.
Sophia também ficou. Sem perguntar por quê. O silêncio dentro do carro era daqueles que não pedem pra ser preenchidos, era denso, quente, carregado de tudo que não foi dito durante o filme.
A luz do poste entrava pela janela e iluminava os detalhes dela: o brilho suave do cabelo escovado