228. Minha esperança
Laís
O quarto está mergulhado em um silêncio denso, quase sagrado. A luz amarelada do abajur desenha sombras suaves nas paredes, mas nada consegue esconder o peso do dia que ainda paira entre nós.
Eu estou sentada na beira da cama, observando André andar de um lado para o outro, inquieto, como um homem que carrega o mundo nas costas e acabou de descobrir que o mundo tem o rosto do filho dele.
Ele passa a mão pelos cabelos várias vezes, para no meio do caminho, suspira. Não consegue parar. Não