227. Nunca mais
André
Eu nunca imaginei que um simples sorvete pudesse significar tanto. A gente saiu do orfanato como se estivesse atravessando uma linha invisível entre duas vidas completamente diferentes, e mesmo assim eu caminho devagar, respeitando cada passo dele, cada pequena adaptação que ele precisa fazer. A bengala toca o chão com precisão, mas eu não solto a mão dele, como se aquele contato fosse a única coisa que me mantém inteiro.
Laís está do outro lado, atenta, silenciosa, ajustando o ritmo semp