Camila me encarou e sorriu.
Era o mesmo sorriso de anos atrás, o mesmo sorriso que costumava convencer as pessoas de que ela era inofensiva, mas eu a conhecia bem demais para cair naquela armadilha.
— Vim te ver. — Ela deu de ombros. — Não posso rever um amigo?
Respirei fundo.
Aquela conversa já estava me cansando e nem havia começado.
— Nós não somos amigos, Camila.
O sorriso dela vacilou por uma fração de segundo.
— Eu já deixei isso muito claro. Não entendi o que você está fazendo aqui.
Ela