Fecho meus olhos com força, tentando expulsar tudo o que ficou grudado em mim: o olhar dele, o sorriso cínico, a maldita sensação de estar sendo decifrada.
Solto um suspiro pesado, caminho até o banheiro e ligo o chuveiro na temperatura mais quente que consigo suportar. Deixo a água escorrer, tirando a roupa com pressa como se pudesse também me livrar das lembranças.
Mas elas vêm.
Vêm mesmo quando eu não quero.
Encosto as mãos frias na cerâmica da parede, a água escorrendo pelas costas, e fecho