O silêncio depois que a tela apagou não era vazio.
Era aviso.
Helena sentia isso em cada parte do corpo.
O ar parecia mais pesado.
Mais lento.
Como se o próprio tempo estivesse segurando a respiração.
Lorenzo se posicionou ao lado dela, o corpo ainda fraco, mas o olhar completamente alerta. A dor ainda estava ali, pulsando em cada movimento, mas agora não importava.
Nada mais importava.
— Ele vem — disse ele, baixo.
Helena assentiu.
— Eu sei.
E ela não recuou.
Pelo contrário.
Deu mais um passo