O eco do disparo ainda vibrava no ar.
Mas o que veio depois…
Foi ainda mais perigoso.
O silêncio.
Pesado.
Denso.
Carregado de algo prestes a explodir.
Daniel mantinha a arma firme, apontada diretamente para o pai de Lorenzo. A respiração dele era irregular, o peito subindo e descendo rápido, resultado da corrida, da luta e da tensão acumulada.
O braço do homem sangrava levemente, atingido de raspão.
Mas isso não parecia afetá-lo.
Muito pelo contrário.
Ele sorriu.
Um sorriso frio.
Controlado.
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