O pátio do presídio era um lugar cinzento, o concreto rachado sob meus pés, o ar pesado com o cheiro de suor, fumaça de cigarro e algo que me lembrava desespero. Tinha se passado dois dias dentro daquele inferno de pedra, mas parecia que estava lá há semanas.
Me encostei contra a parede, os braços cruzados sobre o peito, tentando me fazer pequena, invisível, enquanto observava as mulheres ao meu redor. Algumas jogavam cartas, outras conversavam em grupos, mas todas pareciam carregar uma tensão,