Meu corpo inteiro congelou. Por um segundo, eu não consegui produzir som. Era como se eu tivesse ensaiado mil discursos e, no momento em que realmente precisava, eu tivesse esquecido até o meu nome.
Do outro lado, silêncio. Um silêncio que claramente era de julgamento.
Eu engoli seco.
— Oi, mãe — minha voz saiu pequena, ridícula. — Feliz Dia das Mães.
O silêncio do outro lado virou uma coisa viva.
Quando ela falou, foi com uma calma que doeu mais do que qualquer grito.
— Como você tem coragem?