Capítulo 21

Meu corpo inteiro congelou. Por um segundo, eu não consegui produzir som. Era como se eu tivesse ensaiado mil discursos e, no momento em que realmente precisava, eu tivesse esquecido até o meu nome.

Do outro lado, silêncio. Um silêncio que claramente era de julgamento.

Eu engoli seco.

— Oi, mãe — minha voz saiu pequena, ridícula. — Feliz Dia das Mães.

O silêncio do outro lado virou uma coisa viva.

Quando ela falou, foi com uma calma que doeu mais do que qualquer grito.

— Como você tem coragem?

A palavra coragem, na boca dela, soou como nojo.

— Eu… eu não devia ter ligado — eu disse, rápido, já tentando recuar, já tentando não existir.

— Não devia mesmo — ela respondeu. — A verdade é que você não devia ter feito muita coisa, Maria Eugênia. Mas aqui estamos.

Meu estômago virou.

— Mãe…

— Não venha com “mãe” — ela cortou. — Não venha desejar felicidades no dia de hoje. Você não tem esse direito depois do que fez. Você só me causou infelicidade. Você humilhou a nossa família.

Eu fechei os
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