275. O amor que escolhe
Enzo Kendrik
A noite na casa era um manto de silêncio, quebrado apenas pelo choro baixo de Olivia, aninhada no meu peito. Eu a segurava com força, como se pudesse proteger o coração dela, e o meu, do peso que nos esmagava. A revelação dela ainda ecoava na minha cabeça: “Eu não posso ter filhos.” Cada soluço dela era uma facada, não por causa dos filhos que eu sempre sonhei, mas por vê-la tão frágil, tão machucada, se chamando de “defeituosa” quando, pra mim, ela era tudo menos isso. A luz da lu