111. Uma conversa
Lúcia Mendes
O toque do celular explodiu no quarto silencioso e eu acordei toda embolada em Nate, perna por cima dele, braço debaixo do peito, rosto enterrado na clavícula. Tentei sair de fininho, mas enrosquei no lençol, escorreguei metade da cama e quase fui ao chão.
A mão dele me segurou pela cintura, firme. “Você é muito desastrada, chaveirinho.”
Uma risada escapou, nervosa. “Ainda estou acordando...” Tateei a mesinha, peguei o celular sem olhar e atendi. “Alô?”
“O QUE EU FAÇO COM VOCÊ, LÚC