O espelho do camarim da suíte principal devolvia uma imagem que, meses atrás, eu jamais ousaria desenhar.
O tecido de seda marfim do vestido ajustava-se com elegância ao meu corpo, contornando a curva bem proeminente e orgulhosa da minha barriga de sete meses. Renda artesanal cobria meus ombros e descia pelas costas até a cauda suave que se espalhava pelo chão de taco. Eu não parecia uma noiva em fuga, tampouco a garota acuada que um dia assinara um papel por desespero. Eu era uma mulher inteir