O ar do escritório parecia ter sido sugado de uma só vez, deixando uma pressão insuportável no meu peito. Eu encarava o anel no fundo da caixinha de veludo e, depois, os olhos mel de Victor. Não havia a frieza de sempre ali. Havia uma tempestade crua, um desespero controlado que fazia o peito dele subir e descer num ritmo desordenado.
Minha cabeça girava. Tudo o que vivi desde que cruzei a porta daquele restaurante e o vi, em minha antiga cidade, pela primeira vez, me atingiu em cheio. Lembrei