Eros Kane
O ar nos bunkers estava estranho. Calmo demais. Como se a alcateia inteira estivesse prendendo a respiração.
Eu caminhava pelas passagens interligadas, analisando cada corredor, cada saída de emergência, cada ponto de ventilação. Cristian andava ao meu lado, silencioso, mas atento. Os dois estávamos em alerta máximo, mesmo sem nenhum sinal de ataque.
“Os bunkers estão bem protegidos”, disse Cristian por fim, quebrando o silêncio. “Mas não dá pra ficar aqui pra sempre. A comida vai aca