Cristian
Eu nunca fui bom com palavras. Mas hoje eu precisava tentar.
Segurei o pote de sopa quente entre as mãos, o cheiro de ervas e carne enchendo o corredor. Tinha passado quase uma hora na cozinha, mexendo devagar, como minha mãe fazia quando eu era filhote. Era uma forma patética de pedir desculpas, eu sabia. Mas era tudo que eu conseguia oferecer agora.
Encontrei Soren no corredor da ala médica. Ele ergueu uma sobrancelha ao ver o pote.
“Posso dar sopa para ela?” perguntei, quase envergo