O quarto estava tão silencioso que não se ouvia som algum. Eles permaneceram parados à porta, e o único som perceptível era o da respiração de ambos.
Álvaro, com sua alta estatura, se encostava ao batente da porta. Ao olhar para Dalila, parecia ter mil palavras a dizer, mas, ao mesmo tempo, nenhuma.
Seu olhar era sempre muito gentil, como um lago tranquilo na primavera.
Toda vez que Dalila encontrava aquele olhar, sentia que talvez ele também gostasse dela. Mas, sempre que uma única frase dele p