MARCY
O quarto de hóspedes é um refúgio.
Tranco a porta. Apoio as costas nela. Deslizo até sentar no chão.
Meu corpo treme inteiro. Minha pele arde onde ele tocou. Meus lábios queimam com o gosto dele. Minhas coxas ainda estão molhadas.
— Meu Deus, — sussurro para o nada. — Meu Deus, meu Deus, meu Deus.
Levo as mãos ao rosto. Elas tremem.
O cheiro dele ainda está em mim. O gosto ainda está na minha boca. A sensação da língua dele, dos lábios dele, dos olhos dele...
Levanto-me com esforço. Vou