HELEN
A mansão está vazia.
Vazia como eu me sinto por dentro desde aquela maldita manhã em que Dante saiu pela porta do bunker com Elara e nunca mais voltou.
São 8h47 da manhã. Da minha janela, vejo os jardins perfeitamente cuidados, as flores que florescem na mais completa indiferença ao meu sofrimento. O café esfria na xícara enquanto eu apenas existo, flutuando num limbo de raiva e mágoa que não encontra fim.
O interfone toca.
— Senhora Helen, tem um motoqueiro aqui. Documentos para assinar.