Bêbado...
Victor
Eu estava sentado em minha mesa de trabalho, cercado pelo caos da rotina diária, ainda mais intensa com a ausência do meu tio. Eu olhava os papeis em minha frente, mas a minha mente estava bem longe dali. O ambiente ao redor parecia opressivo, como se as paredes estivessem se fechando sobre mim. Tirei o bilhete de despedida do bolso do meu paletó. Enquanto eu relia as palavras da Dora no bilhete, nossas lembranças ecoavam em minha mente. “Eu mereço ser amada de verdade, ser respeitada