Reencontrei Matheus na porta do hospital, justo quando eu tinha acabado de entregar a comida da vovó.
Ao ver aquela silhueta familiar, minha primeira reação foi virar as costas e sair andando.
Mas ele já tinha me visto — e correu atrás sem pensar duas vezes.
Ele parecia outro homem. Nos últimos meses, aparentemente não descansou direito — o rosto abatido, os olhos fundos, havia anos que eu não o via assim.
— Rafa, você faz ideia de quanto tempo eu passei te procurando?
Ele me segurou pelo pulso,