A noite envolvia o estacionamento em um silêncio quase absoluto.
As luzes amareladas projetavam sombras longas no chão de concreto, criando aquele tipo de cenário que parecia existir fora do tempo — neutro, esquecido, perfeito para encontros que não deveriam acontecer.
Valentina estava dentro do carro.
Imóvel.
As mãos apoiadas no volante, o olhar fixo no para-brisa, enquanto o mundo lá fora permanecia distante. Ela não mexia no celular. Não olhava o relógio. Não demonstrava ansiedade.
Mas pensa