Valentina não desviou o olhar de Andrade.
A decisão já estava nela.
Não era mais dúvida. Não era mais confusão.
Era necessidade.
— Eu preciso falar com ele.
A voz saiu firme, mesmo que por dentro tudo ainda estivesse em ruínas.
Andrade não respondeu de imediato.
Observou.
Como se medisse o peso daquela frase antes de devolvê-la ao mundo.
E então disse, com a mesma calma que vinha mantendo desde o início:
— O senhor Montenegro… não está mais na prisão.
Valentina piscou.
Uma vez.
Duas.
Como se a