Alguns dias haviam passado desde que voltaram da Patagônia.
O escritório de Rafael Montenegro continuava o mesmo.
Vidros altos.
Cidade espalhada lá embaixo.
Documentos impecavelmente organizados sobre a mesa.
Mas Rafael não estava trabalhando.
Estava olhando para o nada.
Lucas falava.
E falava.
E falava.
— Então… — ele cruzou os braços, encostado na cadeira — sua viagem de fim de semana foi para isso?
Rafael não respondeu.
Lucas abriu um sorriso incrédulo.
— Uau.
Silêncio.
Depois ele balançou a