O centro de São Paulo ainda pulsava quando Valentina saiu da cafeteria.
O tipo de lugar onde gente rica não toma café: investe em café.
Ela desceu os dois degraus da entrada com o envelope preso contra o peito como se fosse uma coisa viva. Porque era. Era o passado dela voltando com selo oficial. Era o nome dela escrito do jeito certo, com a dignidade que a dor tentou arrancar.
O ar da rua estava quente, carregado de fumaça e pressa. Mas dentro dela havia uma calma estranha. Não paz — calma. Aq