Capítulo 64

Nathaniel

A água parecia engolir o mundo.

Por um segundo, tudo o que ouvi foi o som surdo do meu próprio coração batendo nos ouvidos. O grito dela ainda ecoava dentro de mim quando mergulhei. O som mais desesperado que já ouvi. A imagem dela sendo puxada para a borda do cais, as mãos se debatendo no ar, os olhos arregalados de pavor, foi a faísca que me fez saltar sem pensar.

Não importava o frio, não importava o medo. Só existia ela.

Quando a água gelada me atingiu, senti o choque percorrer o corpo inteiro, mas a dor não era nada comparada ao desespero que me rasgava por dentro. Abri os olhos e só vi borrões. Ela estava lá embaixo, afundando rápido, o vestido amarelo rodando como uma mancha pálida na escuridão da água.

O pânico subiu pela minha garganta.

Eu me forcei a nadar, a atravessar aquela distância que parecia impossível.

Não, por favor… não, não agora, pensei, enquanto estendia a mão.

Consegui agarrar o braço dela, e foi como segurar um corpo sem força, mole, submisso à cor
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