Liel
Eu sempre achei que soubesse lidar com dor. Dor física. Dor emocional. Dor de perda, de traição, de culpa.
Mas nada do que vivi até agora me preparou para a dor de precisar matar algo que ainda nem teve tempo de nascer direito.
Tranco a porta do closet.
Giro a chave, encosto as costas na madeira, levo a mão à boca e, finalmente, deixo o corpo ceder. O choro vem quente, silencioso, sacudindo meus ombros com uma força que eu não permito que ninguém mais veja.
Não era isso que eu tinha plane