Os corpos ainda estavam colados, como se a própria pele se recusasse a aceitar a distância, quando o quarto mergulhou em um silêncio profundo. Era um silêncio carregado, cheio do peso daquilo que haviam vivido segundos antes, como a calmaria que se instala depois de uma tormenta, quando as ondas cessam e o mar, exausto, encontra repouso.
Cada respiração parecia ganhar corpo, ecoando na penumbra, preenchendo o espaço como se fosse o único som que existia no mundo. O bater compassado dos coraçõe