O silêncio não era mais confiável.
Antes, ele significava pausa.
Agora…
Significava dúvida.
Verônica percebeu isso primeiro.
Não porque viu algo.
Mas porque sentiu.
Uma hesitação.
Pequena.
Quase imperceptível.
Ela levantou a mão para digitar.
Mas parou.
Não porque decidiu parar.
Mas porque…
Algo dentro dela sugeriu.
— Não faz isso agora.
Ela congelou.
— O quê…?
Não foi uma voz.
Não exatamente.
Foi um pensamento.
Mas não parecia dela.
Ela recuou da mesa lentamente.
— Isso não tá certo…
Daniel ol