O silêncio depois das mensagens foi imediato.
Pesado.
Irrespirável.
Verônica ainda segurava o celular.
Os dedos tremendo.
Mas não de fraqueza.
De tensão.
— Ele está aqui…
A voz saiu mais baixa dessa vez.
Mais consciente.
Daniel pegou o celular da mão dela.
Leu as mensagens.
Uma vez.
Depois outra.
E algo mudou.
Não foi explosivo.
Não foi impulsivo.
Foi pior.
Foi frio.
— Fica aqui.
A voz dele saiu controlada.
— O quê?
— No quarto.
Ela travou.
— Não.
Ele olhou para ela.
E aquilo…
Não era pedido.
E