A manhã daquele domingo nasceu com um silêncio diferente. Era o primeiro domingo após a festa de trinta anos do Sonho de Luz, o primeiro amanhecer após as palavras pesadas e cortantes que Rael havia lançado contra o pai, Henrique Mérida, no pátio do orfanato. Palavras que Lana havia escutado inteiras e que ainda ecoavam em sua mente como um alerta de perigo.
A luz do sol cortava o quarto do casal, e a frase dele ainda flutuava no ar, fria e definitiva: "Sinto muito, Lana… mas filhos realmente n