19.
—Oracelia —murmuro suavemente enquanto observo minhas costas no espelho, ou mais precisamente, meu ombro direito.
Ali está aquela pinta sobre a qual minha mãe me falou, a mesma que carrego desde o nascimento. As experiências destas noites não são simples sonhos; são lembranças vividas ao lado dela desde que eu tinha seis anos. O que ela tenta me dizer? A única coisa que sei é que essa pinta é “especial”, segundo suas palavras, e que eu não deveria mostrá-la a ninguém. No entanto, isso é impossí