(POV: Alexandre)
O nó da gravata parecia uma forca, apertando não só meu pescoço, mas também a paciência que me restava. Afrouxei-o com um puxão brusco, o tecido de seda arranhando a pele, enquanto meu olhar permanecia fixo nos números que dançavam, hipnotizantes e traiçoeiros, na tela à minha frente. Acordos de logística, centenas de milhões em jogo, o futuro de uma parte do meu império dependendo de cada vírgula, de cada cláusula. Mas minha mente, traiçoeira, não estava nos números. Estava n