(POV: Alexandre)
A porta do banheiro se fechou, e o som suave do clique da fechadura pareceu um trovão no silêncio. Fiquei do lado de fora, encostado na parede fria do corredor, tentando forçar o ar de volta para os meus pulmões. A imagem dela, nua e vulnerável sob a água, estava gravada a fogo na minha mente. E com ela, uma vergonha ácida e corrosiva.
— Como eu pude?
Enquanto eu a ajudava, enquanto via as marcas sutis do medo em sua pele, uma parte primitiva e sombria de mim reagiu. Meu corpo