(POV: Sophie)
A minha consciência foi retornando aos poucos, como uma luz fraca se infiltrando em um quarto escuro. Não havia mais o cheiro de mofo, nem o frio do concreto. Em vez disso, o aroma sutil de lençóis limpos e algo que eu reconheci vagamente como o perfume de Alexandre. Meu corpo, no entanto, ainda era uma prisão de dor. Cada músculo protestava, a cabeça latejava em uma pulsação lenta e a garganta parecia forrada de cacos de vidro.
Abri os olhos, mas a luz suave do quarto pareceu um