— Arthur!
A voz de Lívia ecoou pelo galpão.
Ela voltou à realidade ofegante.
O coração disparado.
As mãos tremendo.
Os olhos arregalados.
Arthur imediatamente ajoelhou-se ao seu lado.
— O que aconteceu?
Mas ela não respondeu.
Porque ainda conseguia ver.
O sangue.
A expressão dele.
A dor.
Aquela frase.
"Desta vez você precisa me deixar ir."
Não parecia uma lembrança.
Não parecia uma visão.
Parecia uma despedida.
A mulher parada na entrada do galpão observava tudo em silêncio.
Sorrindo.
Como se e