A sala era fria demais.
Lívia sentia isso na pele.
Nos ossos.
Na respiração.
O silêncio ali não era apenas ausência de som. Era pressão. Era estratégia. Era a sensação constante de estar sendo observada, medida, estudada.
Ela continuava sentada na cadeira metálica no centro do ambiente, as mãos livres, mas vigiadas. Uma lâmpada forte iluminava apenas o espaço ao redor dela, deixando o resto da sala mergulhado em sombras.
— Vamos começar? — disse uma voz masculina.
O fundador entrou novamente.
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