Foi quando senti a mão do Victor tocar a minha.
De leve.
Mas firme o suficiente pra me ancorar.
Eu não puxei.
Pelo contrário, meus dedos se fecharam nos dele quase automaticamente, como se meu corpo tivesse decidido antes da minha cabeça. Ele se aproximou um pouco mais, ficando ao meu lado, e a outra mão veio para as minhas costas, num gesto contínuo, calmo, sem pressa.
Aquilo me desmontou de um jeito silencioso.
Eu respirei fundo, tentando manter o controle, mas acabei me inclinando um p