Capítulo 68
O perfume de Samuel se espalhava pelo quarto, denso e envolvente. A respiração pesada dele parecia ecoar não apenas pelas paredes, mas também no íntimo de Lia, despertando algo que ela tentava, em vão, manter sob controle.
Samuel não acendeu as luzes. Ele não precisava delas. A silhueta de Lia, banhada pela luz pálida da lua, era o único alvo que ele enxergava. Ele se aproximou com a calma de um predador que já sabe que a caça não tem para onde ir — e que ela, no fundo, não quer fu