228. Entre o ódio e a redenção
Johan
A cela estava escura. Fria. Silenciosa.
Mas não mais silenciosa do que eu.
Eu continuava no chão de pedra, imóvel, os olhos semicerrados, fingindo dormir — como fiz nos últimos dias. Desde que percebi que tudo aquilo era uma armadilha, que cada palavra de Diana era apenas uma peça num jogo doentio, eu parei de reagir. Esperei. Observei. Ouvia cada passo, cada cochicho.
Mas desta vez… foi diferente.
"A aberração está tão quieta... achei que fosse gritar mais. Tão decepcionante."
O som da v