Sean
Nem eram oito da manhã e ele já estava lá: impecável, engomado, com aquele terno casual-de-sábado que só psicopata funcional usa.
Óculos escuros sobre a mesa, barba recém-feita, cheiro de autoridade e ruindade passiva-agressiva… prazer, meu pai.
Tirei o casaco do moletom, sentei-me à frente daquele monumento de gelo humano.
— Bom dia, pai. Hoje é sábado. Não estamos no escritório.
Ele nem piscou.
— Sean, em que momento eu te dei liberdade para falar assim comigo? Você é cheio de atitude pa