O voo para Itajaí parecia se arrastar em uma eternidade silenciosa, cada quilômetro que nos distanciava de São Paulo, um peso físico em meu peito. Sentei-me na poltrona da janela, o olhar perdido nas nuvens lá fora, uma tentativa inútil de fugir do turbilhão dentro de mim. Ao meu lado, no corredor, a conversa leve e as risadas abafadas de Bruno e Camila flutuavam, um contraste irritante com o meu próprio inferno particular.
Não consegui evitar a provocação. Virei-me para eles, um sorriso irônic