ANALU
A luz da manhã entrou suave pelo único janelão do quarto, pintando listras douradas na poeira que dançava no ar. Acordei devagar, meu corpo, um misto de peso e leveza — peso dos músculos cansados, leveza de uma alma que, pela primeira vez em meses, não carregava o fardo da expectativa alheia.
O cheiro dele ainda estava em mim, na minha pele, misturado com o suor seco e o aroma do sabonete barato que usamos no banho na noite anterior.
O banho.
Lembrei com um sorriso.
Como ele me lavou c