Passo a mão no rosto com raiva.
Raiva dele.
Raiva de mim.
Raiva dessas lágrimas que insistem em surgir.
—Bárbaro? —Eu rio. —Você mais se parece com um guarda de farol. Sabe aqueles homens que se isolam e cuidam de um farol numa ilha deserta? Útil, triste e solitário.
Ele me olha longamente.
Tão longamente que começo a me perguntar se exagerei.
Mas então ele sorri.
Um sorriso artificial.
Frio.
Controlado.
Daqueles que não chegam aos olhos.
Depois se vira e deixa o quarto carregando co