Augusto Montserrat
Acordei antes de Sofia.
Não precisei conferir o relógio para saber que ainda era cedo. A luz fraca entrava pelas cortinas e o quarto permanecia frio, exatamente do jeito que eu gostava.
O problema estava grudado em mim.
Sofia dormia atravessada na cama, com uma perna sobre as minhas e o rosto enterrado no meu peito. Em algum momento da madrugada, roubou metade do meu travesseiro e praticamente todo o cobertor.
Fiquei encarando o teto. Era isso.
A noite tinha acabado, consegu