O corredor da mansão pairava em um silêncio tenso, como se o próprio ar temesse se mover. Gemima caminhava lentamente, sua mão deslizando pelo corrimão de madeira polida, enquanto seu coração adquiria um peso insuportável pela gravidade dos eventos daquela noite.
As vozes batucavam em sua mente — a fúria descontrolada de Ofélia, o olhar apavorado de sua filha, a vergonha que abraçava os convidados — tudo isso dilacerava sua consciência como o eco contínuo de uma tempestade.
Ele parou diante da porta do quarto de Gemima, respirando fundo para se preparar para a conversa que mudaria suas vidas, e então bateu suavemente duas vezes.
A porta se abriu, revelando Gemima com uma camisola clara, os cabelos soltos e os olhos ainda brilhando com as lágrimas que havia derramado. — Pai— sussurrou ela, sua voz tremendo sob o peso emocional do momento.
— Eu fiquei com medo.
Ele entrou e fechou a porta suavemente atrás de si. Por um breve momento, seus olhos se fix