Mundo ficciónIniciar sesiónREFÚGIO, SILÊNCIO E UMA CHANCE
A noite caiu com um silêncio raro no apartamento. As notificações haviam sido silenciadas; a televisão, desligada. Sobre a mesa baixa da sala, Jano espalhou um mapa rodoviário, dois celulares descartáveis, uma pasta fina com instruções de segurança e um pequeno bloco com números úteis. O ar trazia um discreto perfume de jasmim, herança de um difusor no corredor. Gemima, já de camisola de algodão e um robe fechado até o pescoço, encostou-se na lateral do sofá e observou cada gesto dele, sem apressá-lo. A responsabilidade pairava ali como uma lâmina invisível.— Nós vamos sair de cena — disse Jano por fim, sem teatralidade. — Amanhã antes do amanhecer. Dois veículos iguais, cor e placa clonadas. Um seguirá rumo à Flórida com um motorista e um segurança. O outro irá conosco para a fazenda. Só nossas famílias saberão o número do telefone fixo de lá. Nada de celular. Nada de mensagens. Trinta dias de silêncio.Gemima as






